Contribuintes que fecharam o ajuste anual com saldo devedor podem dividir o valor em até oito vezes; especialistas explicam o impacto dos juros Selic
Área do Cliente
Notícia
Grandes incoerências para os pequenos
Há questões no ordenamento tributário e político brasileiro dignos de um enigma da esfinge egípcia
Há questões no ordenamento tributário e político brasileiro dignos de um enigma da esfinge egípcia, a antiga criatura mística com o corpo de leão e a cabeça de falcão ou de uma pessoa. Como é possível ao poder público negligenciar as micro e pequenas empresas, responsáveis por 99% dos negócios formais e 25% do PIB, seja ele ‘inho’ ou ‘ão’?
Possivelmente nem o mais esperto aventureiro tenha esta resposta, mas é certo que uma análise bem detalhada, a partir de uma visão do microcosmo do qual fazem parte as decisões e medidas governamentais, poderá dizer mais precisamente quais mistérios guardam nossa vão filosofia fiscal.
Sem meias palavras, não seria exagero algum – longe disso – dizer que as micro e pequenas empresas carregam o Brasil nas costas. Afinal, empregam (com carteira assinada) aproximadamente 15 milhões de profissionais de um total de cerca de 35 milhões da população economicamente ativa, segundo dados mais atualizados do Ministério do Trabalho.
As MPEs são a locomotiva do país, pois geram a maioria dos postos de trabalho formais. Somente por este “detalhe”, os pequenos empreendimentos são de altíssima relevância para a nação.
Embora o Simples Nacional tenha sua aplicação iniciada em 1º de julho de 2007, infelizmente nem todas as microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) podem ser enquadradas neste regime. Há restrições, algumas sutis.
Os “excluídos” do Simples têm sua competitividade corroída pelo maior custo de conformidade tributária e trabalhista do planeta, dado comprovado por estudo do Banco Mundial e da consultoria PricewaterhouseCoopers: somos o último colocado entre 183 países pesquisados. Um verdadeiro absurdo, para uma nação que se gaba de ser a 7ª economia mundial.
Na prática, as MPEs enfrentam diariamente uma enorme barreira para o desenvolvimento do empreendedorismo. Se o Estado as considera realmente importantes, por que não desonerar milhões de pequenos negócios, eliminando as restrições de adesão ao Simples? Eis outro enigma pródigo da esfinge.
Passou da hora de uma mudança radical no sistema tributário nacional. Então, por que não revogar diversos dispositivos do artigo 17 da Lei Complementar nº 123/2006, que criam vedações ao ingresso no Simples Nacional? Por que não admitir todas as pessoas jurídicas nesta sistemática, criando um limite máximo de faturamento para ingresso, esteja enquadrada no Lucro Real ou no Presumido. Fácil assim.
Sem uma revolução tributária digna, as MPEs continuarão a conviver com desonerações paliativas aqui e acolá, com efeitos apenas momentâneos e sem consistência. Mais do que isso, precisam verdadeiramente ser levadas a sério, ao largo de qualquer fantasia ou conto de fadas.
____
Roberto Dias Duarte é administrador de empresas, professor, autor da série de livros “Big Brother Fiscal” e membro do GT Tecnologia da Informação do Conselho Regional de Contabilidade de Minas Gerais (CRC-MG).
Notícias Técnicas
Atualização altera termos utilizados nos itens 18 e 20 da norma contábil aplicada à Demonstração dos Fluxos de Caixa
Empresas do Simples Nacional vem se questionando sobre pontos não esclarecidos pela Receita Federal, mesmo após a publicação da Resolução CGSN nº 186 pelo Comitê Gestor do regime
Com a reforma tributária do consumo em andamento, o prazo para adequação dos sistemas de emissão de notas fiscais ao IBS termina em 31 de julho de 2026
A Receita Federal, na SC Cosit nº 68 de 2026, entendeu que o deságio na cessão de créditos de ICMS representa receita da pessoa jurídica cessionária
Notícias Empresariais
Durante décadas, a liderança foi baseada na experiência. O chamado 'feeling' sempre teve papel relevante na tomada de decisão, especialmente em questões envolvendo pessoas
Enquanto empresas investem em clima organizacional, treinamentos e programas internos, surge uma pergunta entre lideranças e RHs: por que os colaboradores continuam desengajados?
Entre Neymar, álbum de figurinhas e Seleção Brasileira, existe uma lição de Governança, Riscos e Compliance
Previdência corporativa e seguro de vida em grupo ganham espaço como soluções para reduzir perdas de produtividade e melhorar a retenção nas empresas
Nova ferramenta permite conseguir empréstimos usando transferências futuras como garantia, sem a necessidade de empenhar bens ou patrimônio
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional