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R$ 96 mil por mês e ninguém pra contratar: a escassez de talentos que assombra o mercado
Pesquisa revela que oito em cada 10 profissionais de finanças não têm planos de mudar de emprego; altos salários e benefícios atrativos estão entre as principais razões para recusa de ofertas de emprego
O setor de tecnologia é conhecido por altos salários, bônus atrativos e muitas possibilidades de crescimento. E há uma razão para isso. A falta de talentos capacitados gera uma competição entre as empresas, que precisam se destacar oferecendo benefícios financeiros e perspectivas de carreira vantajosas.
Mas essa estratégia não é só das empresas de TI. No mercado financeiro, a prática também acontece. Os salários nesse setor podem chegar a R$ 96 mil mensais em cargos de alta gestão, segundo um levantamento da Robert Half.
E essa tática para reter talentos está dando certo. Segundo a consultoria PageGroup, oito em cada 10 profissionais de finanças não quer mudar de emprego. Uma das principais razões para a recusa de ofertas de emprego, diz o estudo, são as frequentes contrapropostas salariais, promoções internas ou transferências de executivos para outras áreas dentro da própria empresa.
Cresce procura por líderes financeiros, diz estudo
Mesmo com alta retenção de talentos, ainda sobram vagas para profissionais com habilidades em finanças. Para ter ideia, em uma rápida pesquisa no LinkedIn, é possível encontrar mais de 1,6 mil posições abertas para áreas financeiras. E as expectativas é que essas oportunidades aumentem ainda mais.
De acordo com o Estudo de Remuneração 2024 da Michael Page, há uma demanda crescente por líderes financeiros que não apenas entendam de números, mas que também tenham uma visão estratégica capaz de guiar as empresas com assertividade através das incertezas econômicas.
Esses profissionais, que combinam expertise técnica com habilidades de liderança inspiradora, são os mais procurados pelas grandes corporações. “A liderança de finanças precisa cada vez mais falar sobre negócios”, diz.
“É esperado que os profissionais saibam participar dessas discussões em alta, que conheçam os segmentos e conectem isso com finanças, traduzindo esta relação em estratégias para o negócio”, completa o levantamento.
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