A Receita Federal, o Comitê Gestor do IBS e o Encat publicaram, duas notas técnicas sobre a NFe e a NFCe
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Juros fecham em alta, impulsionados por incertezas do exterior e riscos fiscais
Taxas operaram em direção contrária ao dos rendimentos dos títulos de dívida dos EUA
Os juros futuros fecharam em alta nesta terça-feira (15), em movimento de correção moderada de parte das quedas acumuladas na últimas sessões, tendo as incertezas externas e fiscais como estímulos para ajuste. Sinais de falta de evolução nas negociações dos acordos que aliviem o impacto das tarifas de Trump sobre a economia global e cautela antes da divulgação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026 levaram o mercado a recompor um pouco dos prêmios de risco, sobretudo nos vértices intermediários. O documento foi divulgado no fim da tarde, porém sem reações no mercado de juros.
No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026 subia a 14,725%, de 14,686% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2027 estava em 14,22% (de 14,16%). O DI para janeiro de 2029 terminou com taxa de 14,11%, de 14,04%.
As taxas estiveram em direção contrária ao dos rendimentos dos títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano (Treasuries), que caíram, mas em ambos os casos o pano de fundo é o mesmo, ou seja, as preocupações com os efeitos do tarifaço sobre a economia mundial. Apesar dos EUA manterem o discurso de que estão sendo procurados para acordos, pouco de concreto se viu até agora. Segundo a Casa Branca, em torno de 75 países estariam buscando uma negociação e acordos serão anunciados “muito em breve”. Representantes da União Europeia e os Estados Unidos se reuniram, mas os relatos à Bloomberg eram de que havia pouca clareza sobre a posição americana.
“O mercado opera sem muita convicção. As taxas tiveram queda grande e daqui para frente é esperar para ver”, afirma o economista-chefe da Terra Investimentos, João Mauricio Rosal, segundo o qual a pergunta do momento, de qual será o impacto sobre a atividade, segue sem resposta. “Deve haver aumento da demanda da China por commodities e da importação do Brasil por manufaturados. Acredito que o saldo para o País será positivo”, diz.
A percepção é de que o viés desinflacionário vindo do exterior pode encurtar o ciclo de alta da Selic, mas há dúvidas sobre se, de fato, haverá condições para afrouxamento da política monetária em 2025. “Até por questões de natureza fiscal, o BC deve elevar a taxa e depois deixar o juro parado por um bom tempo. Deve optar por um ciclo mais achatado, pois não vai jogar a toalha muito antes de deixar a inflação perto dos 3%”, opina Rosal.
No PLDO, o Ministério do Planejamento apresentou uma projeção de IPCA para 2026 de 3,5%, 0,5 ponto porcentual acima da meta de 3%, e bem mais otimista do que a mediana da pesquisa Focus, de 4,50%. Como esperado, o documento confirmou a meta fiscal de superávit primário de 0,25% com bandas de 0,25 ponto, para 2026 e 2027. Para 2028, a meta é de superávit de 1%, e para 2029, de saldo positivo de 1,29%, com a mesma banda de variação em ambos os casos.
O mercado vê com ceticismo a possibilidade de o governo entregar tais resultados, especialmente no ano que vem, que é ano eleitoral. Mais do que o primário, há grande preocupação com a trajetória da dívida bruta que, segundo o PLDO, deve atingir 81,8% no ano que vem e o pico de 84,2% em 2028.
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